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HISTÓRIA E CULTURA
Pêssanka - A Arte Ucraniana de Decorar Ovos no Brasil
Eduardo Sganzerla
Fotos Diego Singh
132 páginas
26 x 18 cm
2007
O jornalista Eduardo Sganzerla resgata a história das pêssankas no Brasil, tradição milenar de colorir ovos trazida da Ucrânia pelos imigrantes, no final do século XIX, ao Paraná, inicialmente. O livro mostra a origem da pêssanka, os principais significados de sua simbologia e o meticuloso e refinado trabalho de artesãs e artesãos paranaenses. O jornalista foi à Ucrânia para enriquecer a sua pesquisa.
 
O mais novo livro do jornalista e escritor Eduardo Sganzerla chama-se Pêssanka - A arte ucraniana de decorar ovos no Brasil. O livro conta a história desta tradição milenar trazida pelos imigrantes vindos da Ucrânia, no final do século XIX. Além disso, mostra a origem da pêssanka, os principais significados de sua simbologia, o processo de aculturação e o meticuloso e refinado trabalho de artesãs e artesãos paranaenses.

Com duas edições simultâneas, em português e inglês, este é o primeiro livro que retrata a pêssanka criada em comunidades ucranianas existentes fora de seu país de origem. "As famílias de imigrantes ucranianos e descendentes, no Paraná, praticando e aperfeiçoando a arte, por mais de um século, em especial na Páscoa, ajudaram de maneira decisiva a preservar esta magnífica tradição cultural e possibilitar o renascimento da pêssanka na própria Ucrânia", explica o autor.

Para retratar com mais fidelidade esta história, Sganzerla esteve na Ucrânia. Visitou Kiev, Lviv e o coração da terra das pêssankas, Kolomyia (província de Ivano-Frankivsk), Ucrânia Ocidental. Foi apenas nesta região dos montes Cárpatos que a pêssanka sobreviveu aos 70 anos do regime comunista soviético, que tentou aniquilá-la. Ali foi fundado o Museu de Pêssankas, que reconstituiu todos os estilos regionais da Ucrânia e guarda o maior acervo de ovos decorados do mundo.

Pêssanka revela de maneira inédita, através de amplo registro fotográfico de Diego Singh, a beleza da arte e as técnicas de três gerações de artesãs e artesãos paranaenses. Foi pelas mãos deles que os ovos de Páscoa ucranianos, como são mais conhecidos, difundiram-se pelo mundo inteiro, nos últimos trinta anos. "Nada mais representativo do que apresentar o trabalho dos artesãos paranaenses, como síntese da arte no Brasil. Afinal, o Paraná recebeu os primeiros imigrantes, conserva muito intactas suas principais tradições, costumes e abriga, atualmente, quase 80% dos 400 mil descendentes no Brasil", diz o autor.

A comunidade ucraniana do Brasil, hoje, é uma das que mais cultiva e preserva seus costumes e sua a rica cultura de origem, fora da Ucrânia. Uma das mais antigas e vigorosas tradições deste povo, a arte de colorir ovos, a pêssanka, que representa, para quem a recebe, vida nova, renascimento, entre muitos significados, foi fielmente seguida pelos imigrantes e seus descendentes, no Brasil, há mais de um século. "Hoje, a pêssanka é um símbolo da reconstrução da Ucrânia. Esta arte confinada aos porões, por muitas décadas, renasce nas aldeias, escolas, clubes e cidades de todo o país, independente desde 1991, com todo o seu brilho histórico, magia e mistérios", comenta o jornalista.

O livro demorou um ano para ser concluído. Foi feito com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de Curitiba, com o incentivo da Copel e Hotel Deville. Eduardo Sganzerla publicou, entre muitos livros, o romance "Caminhos que Levam para o Norte" (2001), "Culinária Paranaense" (2004) e "Comida de Tradição para Crianças" (2006).

 
Algumas páginas internas do livro